Talvez seja só mais uma evidência débil , mas a inversão do dia (na verdade manhã) pela noite (madrugada) que faço é uma resposta automática à decadência existencial que é o começo cotidiano.
Respeitando a metáfora cíclica diária, a manhã é um nascimento traumatizante e grosseiro, em que socialmente as pessoas abandonam seu repouso e sua identidade e vão realizar suas obrigações com o sistema.
Assim como o cabelo bagunçado e os olhos apertados, as palavras saem tropes e torpes (e não são muitas), ansiosas pra voltarem ao repouso de novo - a inércia parece ser muito mais tendenciosa ao se manter parado que movimentando durante o nascer do sol - e convencendo seu pronunciante e seus ouvintes o quão fatídico é ter que cair na rotina de novo.
E eu nem quero citar o quanto é legal ouvir a Ana Maria Braga e sua moral de correntes de spam na hora de comer, obrigatoriamente, carboidratos e laticínios....
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