
Segundo algumas explicações modernas da psicologia, o entorpecente é sempre visto como um sinal de fuga da realidade, de escape emocional e psicológico pra cena cotidiana. Mas eu, como um bom nerd-junkie que estou me transformado, não consigo imaginar um jeito de ser mais real do que a embriaguez.
Livre das conveções sociais e das repreções do super-ego, tem-se a liberdade de se fazer merda com uma isenção moral incrível. e talvez seja essa iniquidade iminente que mostra a real face do humano.
Não se enganem, mas o bêbado é mais próximo do divino que o artístico (ao menos, no meu ponto de vista). A arte de criar e destruir são sinônimos que a sociedade engole em seus preceitos de organização e constutivismo.
Longe de buscar uma justificativa sensata pra insensatez da embriaguês, queria deixar claro que uma pessoa sóbria pode ser mais surreal que uma não.

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