sábado, 28 de fevereiro de 2009

Essa vida noturna...

"Quanto mais velho eu fico, mais bêbado eu me torno. Por quê? Porque eu gosto do êxtase da mente." (Jack Kerouak)

Durante os fins de semana o blog tende a ficar maio largado devida a um hábito infinitamente maior que minha escrita passional: a boêmia.

Entre o prazeroso fardo da pena e a leveza sublimação da embriaguez, escolhe um copo cheio de cerveja à uma folha cheia de tinta, sem pensar mais que 35 vezes.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Junkie



Segundo algumas explicações modernas da psicologia, o entorpecente é sempre visto como um sinal de fuga da realidade, de escape emocional e psicológico pra cena cotidiana. Mas eu, como um bom nerd-junkie que estou me transformado, não consigo imaginar um jeito de ser mais real do que a embriaguez.

Livre das conveções sociais e das repreções do super-ego, tem-se a liberdade de se fazer merda com uma isenção moral incrível. e talvez seja essa iniquidade iminente que mostra a real face do humano.

Não se enganem, mas o bêbado é mais próximo do divino que o artístico (ao menos, no meu ponto de vista). A arte de criar e destruir são sinônimos que a sociedade engole em seus preceitos de organização e constutivismo.

Longe de buscar uma justificativa sensata pra insensatez da embriaguês, queria deixar claro que uma pessoa sóbria pode ser mais surreal que uma não.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Decadência do IO

Era uma vez uma terra muito distante, habitada por primatas cosmopolitas bastante ordeiros, mas com uma natureza egoísta inredutível. A maior de todas as histórias era longe de ser a da criação e ascensão própria, mas sim a de como arruinaram seu mundo.

Os mais "sábios" diziam ter visto ou pevisto tal falência (e ainda conseguem atribuir a culpa à falta de virtuosismo na relação entre eles), mas a apatia sistemática os levou a decadência moral também.

Longe de ser um Apocalipse arrebatador, o planeta engoliu a existência deles como foma de chamar atenção pra pilhagem que fizeram. E como reação imediata, a produção urbana e rural foi tendendo à nulidade, mesmo ainda dispondo de recurso naturais. Sem atribuir mais àquele fator maior importância do que a incredibilidade na troca entre as nações, que levava semelhantes a guerras devastadoras.

Imediatamente antes do já irremediável fim, o metal que usavam como mediador de trocas não valia mais nada, vários cofres foram saqueados pelos líderes das nações e não existia mais um senso artístico de beleza, a não ser a propaganda que o imaginário popular de cada nação gerava de seus melhores guerreiros e literatos.

Nada mais sobrou além desse relato e do nome do local descrito: Império Ocidental

Simple Man de Lynyrd Skynyrd

(Gary Rossington - Ronnie VanZant)

Mama told me when I was young
Come sit beside me, my only son
And listen closely to what I say.
And if you do this
It will help you some sunny day.
Take your time... Don't live too fast,
Troubles will come and they will pass.
Go find a woman and you'll find love,
And don't forget son,
There is someone up above.

(Chorus)
And be a simple kind of man.
Be something you love and understand.
Be a simple kind of man.
Won't you do this for me son,
If you can?

Forget your lust for the rich man's gold
All that you need is in your soul,
And you can do this if you try.
All that I want for you my son,
Is to be satisfied.

(chorus)

Boy, don't you worry... you'll find yourself.
Follow you heart and nothing else.
And you can do this if you try.
All I want for you my son,
Is to be satisfied.

(chorus)

"Depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música"
(Aldous Huxley)


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Carnaval

É, minha TV nunca ficou tanto tempo seguido desligada. Não que eu seja um desses inteluctuazóides que recriminam a cultura massificada; é só que uma festa baseada no imaginário sexual coletivo e usada icônicamente pra representar nosso decadente/promissor país num outdoor de turismo europeu não consegue prender minha atenção quanto à idéia original de cristão VS. leão da inescrupulosa Roma.

Que tipo de lazer é ese que acaba entediando ainda mais? Aos poucos me convenço de que fiquei mais burro desde o surgimento do BBB, mesmo não assistindo. E admito com grande orgulho que ainda assisto ao desenhos clássicos, heranças dos cartoons dos anos dourados, como Luluzinha, que passa às 4 ou 5 horas da manhã, na Globo (e aí está mais um ponto a favor da troca de turnos d'O total silêncio da madrugada).

Uma amiga me questionou uma vez "que tipo de país dito sério tem um feriado dessas proporções (em tempo e custos)". Como reposta eu me lembro te ter comentado sobre um feriado oficial numa ilhota de Barbados, que é um das muitas micro-nações toscas e falidas da América Central (curiosidade: A marinha de Barbados tem um contigente total de 17 integrantes), o que não quer dizer que Barbados seja não-sério ....

Nudez, sambas meme e 3 dias de pausa do médio comércio. Sim, é carnaval...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Heróico

Em um dos não-raros momentos de total ócio no Domingo, aproveitado pra assisitir um episódio de Samllville na TV aberta (já que aqui em casa eu não tenho cabo... =\ ), deparei com um questionamento que vez ou outra me incomoda: a moral do herói.

Watchmen (o filme), está chegando nos cinemas em breve e logo a inquietação da mente heróica vai se popularizar. Aos que não conhecem o roteiro, originado nos quadrinhos de A. Moore, é descrita uma sociedade acostumada a justiceiros fantasiados, até que um crime revelam fraquezas que debilitam a crença dos heróis nos "civís" e entre eles, bem parecido com crise do Projeto Cadmus, da DC Comics.

Mas o que me incomodou agora pouco foi o diálogo final entre a Lana (personagem feminina carente e indefesa) e o Clark (alter-ego do Superman, em que ele simula um humano idiota e alienado, já que nasceu poderoso, diferente das mutações típicas). Em que ela afirma que não é só o SuperHerói tem que guardar sua identidade, mas como todo mundo tem que ter uma fantasia social pra poder cumprir seus papel com moral imputável.

Quão sóbrio é um mundo em que é pré-requisito básico da convivência e pacifismo a nescecidade dos cidadãos carregarem sempre seu uniforme sob seus ternos impecáveis e rondarem a noite causando e/ou evitando a falência do seu pessoalismo?

Como todo bom nerd, sou leitor assíduo de quadrinhos, e admiro não o poder moral e o julgamento fundamentalista dos "mocinhos", mas o caráter que os leva a não se tornarem alcóolatras depois de tantos embates virtuosos e existenciais (em seu critério pessoal).


" Não existe grandeza onde não há simplicidade, bondade, e verdade."
(Leon Tolstoi)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Presque Vu

Por mais que explicações hormonais sejam suficientes pra Biologia e pra Psicologia, a sensação intermitente de estar revendo aquilo que deveria, em tese, ser inédito, me assusta e me impressiona. Pouco se sabe da origem da lenda, mas é culturalmente aceito que no momento antecedente à morte possa se contemplar toda a vida como se assistindo a um filme.

Estou eu morrendo aos poucos? Ou alguns fatos são tão memoráveis que me dão a certeza da morte e me chocam mesmo durante a "premiére-sessão"? Confesso parvo que tenho medo de questionar e descubrir que não posso mudar nada. E admito também que me assusta ainda mais a idéia de essa ser a segunda, terceira ou enésima chance de mudar e ainda estar atolado em merda.

Dedico esse texto a incrível combinação do leilão no Canal do Boi, o Folk em execução na rádio, o clipe pausado no YouTube.com e meu desktop (com destaque ao relógio), formando uma colagem que retoma à uma recordação límpida da imagem que antes nunca vi



....e Ele viu que era bom, descansou o sétimo dia e fez do oitavo o primeiro. Chamou de semana e puniu o homem com a ausência de esperança ...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Escrita frenética


Primeiro, gostaria de me desculpar pela brevidade da outra postagem de hoje. Mas o objetivo foi um desabafo sincero e sintético, fugindo da prolixia escrota do "meu" estilo de escrita padrão.
Não quero ainda definiar muito o rumo do blog, já que é um espaço dado aos meus tratos e eu não sou o mais responsável e metódico dos humanos.


Inicialmente, eu gostaria de uma obra enfática e universal, que agradace e respondesse, tanto mim (como autor de questionamento e da racionalidade) como a você (como leitor investigativo e, prinipalmente, como humano sensível).

Sei lá. Ainda estou impressionado pelos tratados dinâmico e conformistas de Kafka e da sinergia e maneirismo da linguagem de Kerouac. Além de que a possibilidade de alguém terminar de ler um post extenso é quase nenhuma.


"Procura o que escrever, não como escrever. "
(Sêneca)

O total silêncio da Madrugada

Talvez seja só mais uma evidência débil , mas a inversão do dia (na verdade manhã) pela noite (madrugada) que faço é uma resposta automática à decadência existencial que é o começo cotidiano.

Respeitando a metáfora cíclica diária, a manhã é um nascimento traumatizante e grosseiro, em que socialmente as pessoas abandonam seu repouso e sua identidade e vão realizar suas obrigações com o sistema.

Assim como o cabelo bagunçado e os olhos apertados, as palavras saem tropes e torpes (e não são muitas), ansiosas pra voltarem ao repouso de novo - a inércia parece ser muito mais tendenciosa ao se manter parado que movimentando durante o nascer do sol - e convencendo seu pronunciante e seus ouvintes o quão fatídico é ter que cair na rotina de novo.

E eu nem quero citar o quanto é legal ouvir a Ana Maria Braga e sua moral de correntes de spam na hora de comer, obrigatoriamente, carboidratos e laticínios....

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

1UP !

Vou tentar mais uma vez, agora já bem cansado e abatido.

Erguerei com um certo desanimo sistemático que sinto esse espaço pessoal/público, mas inspirado agora numa experiência mais introspectiva, como ressalva de esperança pra que eu possa me livrar (mesmo que só por um pouco) de mim mesmo.



Tentem se divertir. A recíproca é sempre verdadeira (independende do conceito de verdade)