terça-feira, 28 de abril de 2009

Dia Parado


Tem dia que já levanto com saudades
Uma doce e suave melancolia
E as vezes (não raras) são dum "futuro antigo"
Uma foto amarelada na ponta do telescópio,
vindo de longe.... indo pra longe....

Nesses dias, sobe-se junto com o Sol,
sabendo fatidiamente que quando estiver no topo, começa a descer
é consciente e voluntário mas ainda assim sempre novo

A vida passa não como um rio feminino, ou como um avião juvenil
Parece, nesses dias, que vai como um cachorro
(ou como uma mula de carga)
Ou Vai como um velho(a) de chapéu,
- e muitas vezes o chapéu é mais velho que o Homem -
(E aí, nesse caso, quem vai é o chapéu,arrastando o Homem na sua sombra)

Esses dias duram só aurora e crepúsuculo
Não tem tons esverdeados, nem gosto salgado
São docemente anil (como jujuba roxa, daqui até o infinito)

Nesses dias morre-se com vontade de parar tudo
E volta em páscoa pro silêncio da existência

sábado, 25 de abril de 2009

^^

Caisetas legais: http://www.threadless.com/

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Otimismo






[personagem 1] - "Podia ser pior: podia estar chovendo !" (^^)




{começa a chover}





[personagem 1] - "Sinto muito, Andy Kauffman ..." ("/)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Morte


É típico do humano não conseguir pensar na não-existência. Não fui eu quem elaborou essa frase, mas sinto-me hábil a usá-la pra estender uma das idéias mais assustadoras dos seres sociais viventes dotados de gir-encêfalo e polegar opositor-prensil desenvolvidos(o homem, no sempre crescente evocativo do Jojô): a Morte.

É típico da sociedade contemporânea e dos indivíduos consumidores que a compõem terem a noção de que tudo que é construindo inter-pessoalmente pode ser destruido. Mas o egoísmo nos inibe de ver que as construções intra-pessoais - nossas experiências, lembranças, vivência etc - também podem ser findadas com uma facilidade impressionante.

Como um poema ou uma música, todo sentimento e calor que se estica em cada pedacinho de matéria que temos se esvai, num suspiro ineitável, exprimido no ridículo que é a nossa noção de tempo.

sábado, 18 de abril de 2009

Dumb do Nirvana



I'm not like them
But I can pretend
The sun is gone
But I have a light
The day is done
Without having fun
I think I'm dumb
or maybe just happy
Think I'm just happy....

my heart is broke
But I have some glue
help me inhale
And mend it with you
We'll float around
And hang out on clouds
Then we'll come down
And I have a hangover...Have a hangover

Skin the sun
Fall asleep
Wish away
The soul is cheap
Lesson learned
Wish me luck
Soothe the burn
Wake me up

I'm not like them
But I can pretend
The sun is gone
But I have a light
The day is done
Without having fun
I think I'm dumb
or maybe just happy
Think I'm just happy... think im just happy...

i think im dumb, i think im dumb...

Realidade

A realidade é o padrão enfadonho e entediante que definimos pra nos proteger da inconstante excitação de ter que recriar tudo do zero a cada institante, invalidando a Matemática, a Linguagem e as Religiões, por exemplo.


Parece-me um conceito dos mais abstrativos de identidade, porque na sua definição de realidade está o todo o escopo das coisas que você pode pensar e , potencialmente, fazer. Daí o paradigma do inimaginável (aquilo que em consciência não pode ser atingido ou mensurado) já nos torna um ponto obscuro e confuso, quase sempre levando a reticências mortais.

Mas como sabemos que as regras são sempre essas? Quando saberemos a hora que entrarmos na toca do coelho se já é praxe passear entre lá e cá?


Viver dopado não é uma opção, mas uma obrigação pra quem não quer esperar na placa de "PARE" em frente ao muro braco, mas sim escalá-lo até a exaustão; e quando estiver alto o suficiente pra ninguém mais te ver sair flutuando/rolando no espaço, desenhando a alma com luzes no meio do escuro completo da insanidade não pra encontrar beleza, mas pra gastar o giz de cera até os dedos, e poder continuar sobreesrevendo com seu sangue, até se esvairir numa tela tão infinita que observador nenhum conseguirá vê-la por completo numa única vez.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Tarantino e a Segunda Guerra Mundial



Anunciado pra 23 de Outubro, nos cinemas nacionais.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Afeto

Carinho não é querer proteger, mas sim não deixar que se destua sozinho. Pelo menos é assim que vejo.

Não é possessividade reprimida, tão pouco protecionismo hipócrita que falo. Eu gostaria de achar os vocábulos certos pra explicar esse sentimento de culpa por muitas vezes não saber/poder fazer nada pra que as coisas/pessoas se percam em existência ou em sentido.

Longe da visão cotidiana de consumo, a preocupação não estar no ter que adquirir mais pra não esgotar, mas sim em manter saudavelmente um equilíbrio que pereptue matéria e memória, sem choque temporal.

Gostar mesmo é se preocupar à toa, mas sem dar sermão depois. è querer ficar perto mas sem querer que dure pra sempre, pra poder voltar mais tarde e dizer que sentiu falta, uma doce saudade nescessária.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ressureição


Repleto do sentimento pascoal de renovação, eu, que cresci num lar crisão, estou acostumado com uma visão peculiar do recomeçar que é pressuposto pra "validação" da nosssa fé.

Combinando meus preceitos religiosos a uma análise forçada e informal de individualismo e constante busca da perfeição, tudo que posso afirmar do meu desejo anula nessa época é um desejo intermitente de me tornar alguém socialmente melhor (com ênfase no meu péssimo desempenho acadêmico, esse ano).

Não há sentido algum na restauração se essa não for dada como coletiva e cíclica. E assim como um "homem" que pode vencer a morte e dá exemplo de que nada é definitivo, comfirmando todas suas palavras de ida nova e amor infinito (já que nem a morte pode pará-lo), um ser social e não tão altruísta pode ser insiparado a tentar novas abordagens e atitudes, com finalidade única de se sentir moralmente recompensado, extendendo esse "bem-estar" aos que o cercam.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

uma nova visão

Afim de agilizar as postagens e mudar o corpo do blog, além dos recortes típicos que venho colocando, colocarei re-definições diárias, tal qual um "dicionário" das coisas como eu vejo e adapto pro meu mundo.

Pensei ser uma proposta interessante (apesar de não ser uma idéia tão original).


...Enjoy...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Her Morning Elegance de Oren Lavie




Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in it's case

Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows

Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
Where people are pleasently strange
And counting the change
And She goes...
Nobody knows

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Voltinha

Ultimamente tento conciliar uma vida profissional com uma vida afetiva, e isso tem consumido bastante tempo (um tempo muito bem gasto, diga-se de passagem).

E também ando com uma preguiça sistemática, combinando com um cansaço típico de universitário.

Então, vou diminuir o ritmos das postagens, tentando não desistir desse blog também (como fiz com os outros).