
É típico do humano não conseguir pensar na não-existência. Não fui eu quem elaborou essa frase, mas sinto-me hábil a usá-la pra estender uma das idéias mais assustadoras dos seres sociais viventes dotados de gir-encêfalo e polegar opositor-prensil desenvolvidos(o homem, no sempre crescente evocativo do Jojô): a Morte.
É típico da sociedade contemporânea e dos indivíduos consumidores que a compõem terem a noção de que tudo que é construindo inter-pessoalmente pode ser destruido. Mas o egoísmo nos inibe de ver que as construções intra-pessoais - nossas experiências, lembranças, vivência etc - também podem ser findadas com uma facilidade impressionante.
Como um poema ou uma música, todo sentimento e calor que se estica em cada pedacinho de matéria que temos se esvai, num suspiro ineitável, exprimido no ridículo que é a nossa noção de tempo.

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